Quando especificar CVV-S em Portugal
O CVV-S é adequado quando o caderno de encargos, uma máquina japonesa ou um projeto de exportação exige esta construção. A fita de cobre deve ser dimensionada e terminada de acordo com a estratégia de EMC e de ligação à terra. Não substitui automaticamente cabos CVV-SB, F-CVV-S, FD-CVV-S, cabos de instrumentação ou cabos para saída de variadores.
Para instalações portuguesas, indique também o local de instalação, o método de encaminhamento e a classificação de reação ao fogo exigida. Uma referência JIS/JCS não demonstra, por si só, conformidade com requisitos EN/IEC, com a Diretiva de Baixa Tensão ou com o CPR. Este cabo destina-se a instalação fixa e não a correntes porta-cabos ou flexão contínua.
Cada comprimento acabado de cabo ou cordão é submetido a ensaio de continuidade a 100% antes da expedição.
Construção de referência
| Camada | Configuração a confirmar |
|---|---|
| Condutor | Cobre recozido multifilar, secção métrica definida pelo projeto |
| Isolamento | PVC por condutor, com identificação por cor ou numeração |
| Reunião | Condutores cableados com enchimentos e fita quando necessários |
| Blindagem | Fita de cobre macio sobreposta; espessura e cobertura conforme especificação |
| Bainha | PVC preto ou cor e marcação contratadas |
A continuidade da blindagem, a ligação equipotencial e o modo de terminação devem ser tratados como parte do sistema EMC. Para prensa-cabos ou entradas com tolerância apertada, solicite o diâmetro exterior confirmado da construção escolhida.
Programa de secções e número de condutores
A referência CVV-S existente cobre combinações de 1,25 a 38 mm² e de 2 a 30 condutores, mas o número máximo diminui nas secções maiores. A cotação deve fixar a combinação exata, o diâmetro aproximado, a identificação dos condutores e o comprimento por bobina; a designação CVV-S isolada não define estes dados.
Normas, ensaios e documentos
JIS C 3401, JIS C 3005 e JCS 4258 podem formar a base técnica quando o comprador necessita de uma construção japonesa. A proposta deve separar referência de fabrico, ensaios de rotina, inspeção, marcação e eventual aceitação para Portugal. CPR, Declaração de Desempenho ou classificação de reação ao fogo só devem ser incluídos quando a variante e o modo de instalação estiverem efetivamente nesse âmbito.
Limites de aplicação
Use o CVV-S em circuitos fixos de comando ou sinal até ao limite definido na especificação. Para pares de instrumentação, sinais de muito baixo nível, saída de variador, movimento contínuo, exterior severo ou exposição química, confirme se outra construção é tecnicamente mais adequada.
Informação para uma proposta técnica
Envie tensão, secção, número de condutores, esquema de identificação, diâmetro máximo, tipo de blindagem e terminação, percurso, ambiente, metragem por bobina, quantidade, destino, norma contratual e lista de documentos. Uma fotografia da marcação existente ou o desenho da máquina reduz o risco de substituição incorreta.
Perguntas frequentes
CVV-S e CVV-SB são iguais?
Não. CVV-S identifica normalmente uma blindagem geral por fita de cobre; CVV-SB costuma indicar trança de fios de cobre. Flexibilidade, terminação e cobertura não devem ser consideradas equivalentes.
Os diâmetros são garantidos pela designação?
Não. Dependem da combinação de secção, número de condutores, espessuras, enchimentos e tolerâncias. O valor contratual deve constar da ficha técnica aprovada.


